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Sobre
o livro:
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Por
Dr. Victor J. F. Mattos
Neste
livro, os autores preconizam a necessidade de se conter e até mesmo
de eliminar a influência da nossa Mente em nossas vidas - o que
é difícil e exige muito exercício mas, cujos benefícios justificarão
todo o esforço, uma vez que tal atitude culminará com a conquista
da liberdade interior que caracteriza o “Ser Superior”.
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Na
verdade esta idéia não é nova
no seu contexto mais geral.
São várias as filosofias orientais
que
através de doutrinação rígida
defendem esta forma de
desenvolvimento interior
através da eliminação dos
condicionamentos mentais.
No entanto também é verdade que –
segundo Pavlov, o grande fisiólogo russo
criador da Teoria dos
Reflexos Condicionados, somos todos
sujeitos desde o nascimento, ao
condicionamento psico-físico incutido
em nós nas fases peri-natais,
continuando o condicionamento durante a
formação do nosso Caráter.
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Isto
porque os estímulos - sejam eles alimentares, ambientais e sociais
- em suma sensoriais, suscitam respostas reflexas que à medida em
que satisfazem nossas necessidades de desenvolvimento são incorporadas
ao nosso acervo intra-psíquico constituindo-se em suportes psicológicos
acessáveis a todo instante.
No entanto, este condicionamento deve constituir-se (pela sua importância)
num mecanismo básico de desenvolvimento e nunca num “modus operandi”
para toda a vida, uma vez que esta, nos atribui diferentes fases
de desenvolvimento nas quais o condicionamento puro e simples limita
a expressão de nossa humanidade a aspectos simples, condizentes
apenas com as necessidades básicas de sobrevivência.
..."A
Mente pode ser um fator limitante, quando não tratada apenas como
um arquivo de memória. A nossa proposição é que devemos conhecê-la,
saber usá-la, conhecer seus limites..." (Pág. 36 do livro).
Este
portanto será o grande desafio lançado ao leitor:
Livrar-se da influência da Mente e agir com discernimento e liberdade.
Com autenticidade e, sobretudo, com originalidade no julgamento
do mundo que o cerca, das pessoas com as quais convive em particular
e com a sociedade de um modo geral e, finalmente, num giro de cento
e oitenta graus no julgamento de si mesmo.
Avançando com esforço e perseverança neste sentido, terá o leitor
- e teremos todos nós - vivenciado uma importante etapa do que o
autor denomina de Psicoterapia Vivencial.
A proposta será válida na medida em que o leitor souber compreendê-la
e usá-la em seu benefício.
A linguagem dos autores é agradável e de fácil compreensão, bem
como seus exemplos e ilustrações. Desejo aos que tiverem o privilégio
de ler esta obra um grande e proveitoso momento de reflexão que
sem dúvida, poderá mudar suas vidas.
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